domingo, 18 de dezembro de 2011

E assim lhe disse o pai


Emprestado é emprestado
Dado é dado
Vendido é vendido
E favor é favor!
Favor só com favor se paga... Favor não tem preço (...)

Plantio


Capinar, arar, plantar

Depois de aguar

Do seco fez-se grão

Do chão o trigo deu o pão

E o verde da roça é minha plantação...

Para meu avô ... Ao sentir o cheiro de suas mãos as sementes por si só fecundam entrelaçam e dão frutos... Mãos mágicas que a terra nunca sentirá igual.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Amoreira



Cavaleiro andante, sinta-se inerente
A meu corpo vivo de prazer
Alcance tuas mãos as rosas que caem ao chão
Na orvalhada do entardecer
De todas daí-me a mais púrpura
Para não me entristecer.
 
 
Escute pois agora no impasse da aurora
O rajar da amoreira ao vento que lhe veio acordar...
 Que não se perdure efêmera cavalgada
Que a ti veio chamar...
 
 
O romantizo cavalheiro
Marcas quem meu corpo deixou
E foi lá... Debaixo da amoreira
Que tu o meu corpo beijou.
 
 
E quando o dourado sol brilhar
E tua diretriz tomar
Não te esqueças da donzela que por ti esperará...

domingo, 13 de novembro de 2011

Saudades de São Paulo


Vou embora pra Goiânia

Tem sol forte que me chama

Vou deitar em minha cama

E chorar sua lembrança, São Paulo.


Saudade das boas livrarias, dos bons teatros, e principalmente da Avenida Paulista onde a música a arte e a poesia se encontram, ela foi palco de muitos versos meus...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os olhos




Entristecidos
semblantes
Ostento os
Infinitamente.
Querem me dizer
imaginar e entender.
Não se confundem,
fazem seu caminho
Penetram minha alma
Dois Guardiões da razão.
Vasculham-me...
Choram lhes...
E beijam-me!
Os olhos...

Porto seguro


De vida se encaixa

De noite se acha.

Procurastes tanto

Que de procurar

Formou o céu...

O infinito escreveu em suas mãos

Marcou nos olhos o horizonte

E partiu sem destino

Navegava vaga alma no oceano.

Sorri...

Nos encontramos

Vislumbra-te bom sonhador

Que de procurar

Na vida

Encontrastes o amor.

domingo, 16 de outubro de 2011

Necrópole



No vasto terreno estéril

Muitas rosas que se muchou

São elas brancas, amarelas e negras

Rosas de diversa cor

Por muito tempo são visitadas

Depois pro abandono restou

E no cenário da vida avante

São esquecidas no jardim da dor...

Necrópole