quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Crack




Num canto só meu
Escuro eterno
Opaco e vazio
Me contagia
Entre os becos
E depois da alegria
Dez segundos basta

Batimentos cardíacos
Minha pupila dilata
Excitação, euforia
Tremores, horrores
Neurônios perdidos
E muitas viram brasas
Querido amigo.

Eterno de estrada
Não vá assim tão rápido
Dez minutos não basta
Abstinência total
Delírio mental
Depressivo ansioso
Te quero de novo.

Crack

Quero quebrar-te
Pedra maldita
Lixo da cocaína
Me deixe em paz
Coca maldita
Que queima em ruína.

Em uma alucinação e outra
Me deixo de novo
Olhar tão vazio
O tiro e certeiro
Meu quadro e de morte
Crônica droga selvagem.

Não sou homicida
Só mato a mim mesmo
Quem sabe um dia
Eu posso viver
Viver sem você
Pequenos cristais.

Mundo paradisíaco
Não sugue minh´ alma
Não quero morrer
Entre estilhaças
Fumaça maldita
Em uma alucinação e outra
Um dia te largo desgraça...


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