Entre os detritos e lixos
restos de seres humanos
apodrecem num canto só
mortos ainda vivos
vivem em situação de dó.
Loucos, abandonados
o que lhes restam então
são pobres perambulantes
presos na escravidão.
A vida lá não tem perdão
são consumidos entre
os detritos pela fumaça
da solidão.
De dia são andarilhos
de noite em reunião
todos numa só voz
a voz da depressão.
Abstinência não é dependência
pra' eles excitação
alucinados, enfurecidos
paranoicos cachimbo na mão.
Pra velhos e crianças a vida é uma só
como ratos em labirintos
estão perdidos no tempo
no submundo da escuridão.
Cracolândia...impiedosa
cidade da condenação
como se não bastasse
ainda rouba-lhes o coração.
restos de seres humanos
apodrecem num canto só
mortos ainda vivos
vivem em situação de dó.
Loucos, abandonados
o que lhes restam então
são pobres perambulantes
presos na escravidão.
A vida lá não tem perdão
são consumidos entre
os detritos pela fumaça
da solidão.
De dia são andarilhos
de noite em reunião
todos numa só voz
a voz da depressão.
Abstinência não é dependência
pra' eles excitação
alucinados, enfurecidos
paranoicos cachimbo na mão.
Pra velhos e crianças a vida é uma só
como ratos em labirintos
estão perdidos no tempo
no submundo da escuridão.
Cracolândia...impiedosa
cidade da condenação
como se não bastasse
ainda rouba-lhes o coração.
Nenhum comentário:
Postar um comentário