segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Metamorfoses Da Vida




E sempre assim e tudo se repete, de quem é a razão? Não achamos donos pra ela!
Nem tão pouco para aqueles que sofrem, de quem são as lagrimas, daqueles que nem se sentem mais?
 é sempre assim...
 As coisas faltam mudam do seu estado comum e como se passasse por metamorfoses.
Ela foi metamorfose...
Mas não chore não fique triste.
Talvez tenha encontrado alguma razão pra viver em algum lugar oculto da terra, talvez ela tenha sido feliz!

-E se não foi?
Há!!! Que haja metamorfoses!
-Mais ela conversava consigo mesma.
Quem disse que isso não há faria feliz, ela era feliz do jeito dela.
Buscava alegrias, confortos, buscava... Buscava.
E quando não achava  se distanciava procurava algo além, eu pude ver isso nela!
Ate que um dia apaixonada por sua tristeza...
Enfim...
Ela não queria estar mais só e percebeu uma companheira que nunca a havia deixado,
sua tristeza, ela notou que ambas tinham algo em comum, tinham surtos, se viram elas nelas. Às vezes achava ser bipolar então se trancava e ninguém mais as viam.
Então tinham águas, peixes e viam pedras, no céu ela via espadas mesmo sendo assim tão celeste;
Fumaças e lugares sem fim.
Horas pareciam por opacos e hora disfarçava-se por confusos às vezes ela os detestava e ninguém mais sabia.

Então se trancou numa solidão eterna e novamente apaixonou-se por sua tristeza!
Afinal, as entendiam-se!
Metamorfoses....
Ela inspirou e de uma só vez,
Tirou o sopro de sua vida
Esvaziou-se
E apaixonada por sua tristeza, nua Nind partiu
E não disse adeus se foi eternamente...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Virou ... Canção





Quando a poesia e a música deram as mãos
Pulsou romântico coração de tanta emoção
Deu rumo à imaginação.

(Virou canção)

Quando a poesia e a música deram as mãos
Mostrou pros sentimentos
Que não existe razão.

(Virou canção)

Quando a poesia e a música deram as mãos
Muitos choraram... Letra virou melodia
Melodia virou amor... Que virou paixão.

(Que virou canção)

Crack




Num canto só meu
Escuro eterno
Opaco e vazio
Me contagia
Entre os becos
E depois da alegria
Dez segundos basta

Batimentos cardíacos
Minha pupila dilata
Excitação, euforia
Tremores, horrores
Neurônios perdidos
E muitas viram brasas
Querido amigo.

Eterno de estrada
Não vá assim tão rápido
Dez minutos não basta
Abstinência total
Delírio mental
Depressivo ansioso
Te quero de novo.

Crack

Quero quebrar-te
Pedra maldita
Lixo da cocaína
Me deixe em paz
Coca maldita
Que queima em ruína.

Em uma alucinação e outra
Me deixo de novo
Olhar tão vazio
O tiro e certeiro
Meu quadro e de morte
Crônica droga selvagem.

Não sou homicida
Só mato a mim mesmo
Quem sabe um dia
Eu posso viver
Viver sem você
Pequenos cristais.

Mundo paradisíaco
Não sugue minh´ alma
Não quero morrer
Entre estilhaças
Fumaça maldita
Em uma alucinação e outra
Um dia te largo desgraça...


Índia



Índia irei te venerar
a cada efusão dos meus sentimentos.
Seus cabelos pretos anilados
fazem exalar os cheiros dos ramos.
Seu linguajar faz emitir a lírica,
a bela lírica que a te escrevo.
Teus olhos pretos lúcidos
resplandecem a luzerna da meia noite.
Tua pele morena e luxuriante
Teus lábios molhados me chamam
Teu corpo composto por curvas
Teu corpo nu...
Teu corpo lúbrico domina meu prazer
Meu desejo veemente te quer
E faz gerar em mim o lírico do prazer
Índia, doce índia
Bela índia...

Desfigurada



Como evitar o que anseio
Tento odiá-lo e maior se torna meu amor
Tento fugir mais persegue- me os pensamentos.
Sinto que já não mais quero
Então me perco em incertezas e dor...
Razão De que´´ pra quem?
Se te amo e na anáfora te detesto
E tudo de novo se repete
Até a onomatopéia do Tum-tum quando te vejo.
Hiperbólica chorarei cachoeiras de lágrimas
E paradoxa errante notei
Te perdi mais você tem tudo de mim.
E se de metáforas é feita minha vida
Sou tão forte quanto minha dor
E desfigurada ainda sigo errante em busca...
Daquele mal chamado amor!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ele não me quis





Direi aos meus pensamentos
Não me quiseste porque demasiada sou
Ou porque ponho pontos em is que deveras sente.
Não me querestes teu coração
E repudiou minha canção
Sou errante em escrúpulos,
Ou estrondosa ao teu temor?
Sou mulher arcaica e selvagem
Ou para ti não tenho valor?
De certo modo errante vaguei...
A trilhar teu coração.
Entristecida... Enlouquecida
Cravei no peito tua serena voz
Ela foi clara como o luar
E disse: Não
Não quisestes me amar!



(Nina Rô)

Canto




Num canto do conto
Cantando catei
Palavras ocultas
De melancolias rezei.
Descantado meu conto
Não mais cantei,
Palavras seguras,
Cantata cantavél
Harmonicamente orquestrei!

O mais belo da arte






Não diga não
Apenas me bastam tuas mãos
Ela e a razão de tudo ser possível
Ela estimula o brotar do lírio
Para exalar o cheiro a borboleta
Sim... Mas, não diga não
Só suas mãos e que faz nascer
No intimo a pura arte
Elas são radiantes a pintar
E as minhas livres a escrever Livres...
Como a borboleta que voa delicadamente,
Ao frescor do lírio que exala a arte
E das asas da borboleta
Um pincel pigmentado
Para formatar mais uma tela.
E do velho lápis a um rústico papel
A razão disso ser escrito
Quem sabe um dia
A nossa pura arte será possível
Por estas mãos.
Suas mãos Minhas mãos Talvez sejam elas
O único motivo Da pura arte existir.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cracolândia


Entre os detritos e lixos
restos de seres humanos
apodrecem num canto só
mortos ainda vivos
vivem em situação de dó.

Loucos, abandonados
o que lhes restam então
são pobres perambulantes
presos na escravidão.


A vida lá não tem perdão
são consumidos entre
os detritos pela fumaça
da solidão.

De dia são andarilhos
de noite em reunião
todos numa só voz
a voz da depressão.

Abstinência não é dependência
pra' eles excitação
alucinados, enfurecidos
paranoicos cachimbo na mão.


Pra velhos e crianças a vida é uma só
como ratos em labirintos
estão perdidos no tempo
no submundo da escuridão.


Cracolândia...impiedosa
cidade da condenação
como se não bastasse
ainda rouba-lhes o coração.

Mania De S





Soa-me tambores em meio a tanta dor
Sinto-lhes piano como se fosse amor
Aperta-lhes as teclas e envolva meu coração
 Vivo na perdição!

Ligeiramente teus dedos, estou em tentação
Dar-me logo as partituras pra oprimir a solidão
Soa-me a música e soará o meu coração
 Posso ver além da razão!

Como a quinta de ``Van Beethoven´´
Em dó menor descansou meu coração,
 Erudita européia ouvirá a repercussão
 Do destino te entrego o puro amor à sedução
Sentirá minha exatidão!

 Vivas sinfonias em meios seios a velar-te paixão
Viva em mim acordes e viverá o meu coração!
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Chora Coração


Chora coração ....

Sangra tua alma triste

A emoção que adentra insiste

No vasculho arterial

Incide leque emocional.


Chora ... coração

É inato o teu chorar

Conflito e dor são nocivos ao paladar.


Perdura-se muito o atravessar da noite

E neutraliza teu querer

Endorfina teu desgosto

Por um alento de viver.


Na dor dos silêncios árduos

Protagonizo teu padecer

Eloquente axioma

Arranco teus antolhos a fim de sobreviver.


Chora coração

Negligenciastes essa paixão

Agora pro´ teu âmago

O que lhes resta e poetizar!


Chora... Chora... coração

A moça não voltará....